Brasil leva delegação recorde aos Jogos de Inverno e sonha com medalha inédita
Com 15 atletas em Milão-Cortina, país reúne representantes nascidos em cinco países e aposta em nomes como Lucas Pinheiro e Nicole Silveira para fazer história.
O Brasil chega aos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina 2026 com a maior delegação de sua história. Serão 15 atletas à disposição — 14 competindo e um reserva no bobsled — em busca de uma medalha inédita para o país no evento.
As Olimpíadas começam oficialmente na sexta-feira (6), com cerimônia de abertura às 16h (de Brasília), mas algumas disputas já terão início nesta quarta (4). As competições seguem até 22 de fevereiro, com transmissão da TV Globo, sportv, ge e Globoplay.
Delegação diversa e histórica
Dos 15 atletas brasileiros, 11 nasceram no Brasil. Os outros quatro — Lucas Pinheiro, Pat Burgener, Augustinho Teixeira e Giovanni Ongaro — nasceram no exterior, possuem dupla nacionalidade e optaram por defender a bandeira verde-amarela.
Ao todo, os representantes do Brasil nasceram em cinco países diferentes, reforçando o perfil multicultural da delegação em Milão-Cortina.
São Paulo lidera número de atletas
O estado de São Paulo é o que mais cede atletas ao time brasileiro, com cinco nomes. Três deles integram o bobsled masculino:
- Davidson “Boka” de Souza
- Luís Bacca
- Gustavo Ferreira
Boka, de 33 anos, disputará sua segunda Olimpíada de Inverno e é um dos nomes mais experientes da equipe. Ele chegou a competir pelo Canadá e é o autor do hino do bobsled brasileiro.
As paulistas Bruna Moura e Eduarda Ribera competem no esqui cross-country.
Experiência e longevidade no gelo
O atleta mais experiente da delegação é o baiano Edson Bindilatti, de 46 anos. Capitão do bobsled, ele disputará sua sexta Olimpíada de Inverno, recorde entre os brasileiros, com participações desde Salt Lake City 2002.
Além de competir, Bindilatti atua na formação de novos atletas, sendo uma das figuras centrais do crescimento do bobsled no país.
Chances reais de medalha
Entre os principais nomes do Brasil nos Jogos está Lucas Pinheiro, do esqui alpino. Nascido em Oslo, na Noruega, o atleta chega embalado por bons resultados na Copa do Mundo e é a maior esperança brasileira de pódio, especialmente nas provas de slalom gigante e slalom.
Outro destaque é Nicole Silveira, do skeleton. Natural do Rio Grande do Sul e radicada no Canadá, a atleta chega a Milão-Cortina com chances concretas de medalha. Um pódio faria dela a primeira brasileira medalhista em Olimpíadas de Inverno.
Quando o Brasil estreia nos Jogos
- Esqui alpino (Lucas Pinheiro): 14 e 16 de fevereiro
- Skeleton (Nicole Silveira): 13 e 14 de fevereiro
- Snowboard halfpipe: 11 a 13 de fevereiro
- Esqui cross-country: 10 a 18 de fevereiro
- Bobsled: 16 a 22 de fevereiro
Histórico brasileiro nos Jogos de Inverno
O Brasil participa de Olimpíadas de Inverno desde 1992, em Albertville, e nunca conquistou medalhas. O melhor resultado até hoje foi o 9º lugar de Isabel Clark, no snowboard cross, em Turim 2006.
Milão-Cortina marca a décima participação consecutiva do país no evento — agora, com a maior delegação e expectativas reais de pódio.



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