Ferrari testa asa traseira que gira 180º na F1 2026
A Ferrari voltou a ser o centro das atenções nos testes de pré-temporada da Fórmula 1 2026 no Circuito Internacional do Bahrein. A equipe italiana apresentou uma solução aerodinâmica inovadora: uma asa traseira capaz de girar 180º, algo inédito no paddock até o momento.
O novo conceito foi colocado na pista durante a sessão da manhã, com o heptacampeão Lewis Hamilton ao volante. Apesar de problemas no chassi que limitaram o britânico a poucas voltas, o suficiente foi visto para gerar grande repercussão entre as equipes rivais.
O diferencial está na aleta superior da asa traseira, que realiza uma rotação completa de 180 graus quando o modo de reta da aerodinâmica ativa é acionado — sistema permitido pelo novo regulamento técnico da F1 para 2026.
Como funciona a nova asa da Ferrari?
A proposta combina dois objetivos essenciais na Fórmula 1 moderna:
- Aumentar o downforce (pressão aerodinâmica que mantém o carro colado ao solo nas curvas);
- Reduzir o arrasto (drag) nas retas, melhorando a velocidade final.

O grande desafio técnico sempre foi equilibrar esses dois fatores. Muito downforce gera estabilidade, mas também cria resistência ao avanço. A solução da Ferrari tenta oferecer o melhor dos dois mundos com um sistema dinâmico e adaptável.
Ainda é cedo para confirmar ganhos reais de desempenho, mas o conceito já coloca pressão sobre rivais como Mercedes-AMG Petronas F1 Team, McLaren F1 Team e Red Bull Racing.
Pequena asa diante do exaustor chama atenção
Além da asa rotativa, a equipe de Maranello também apresentou outra novidade técnica durante os testes: um pequeno elemento aerodinâmico posicionado à frente do exaustor no carro de Charles Leclerc.

A peça lembra a antiga beam wing, componente importante no regulamento de 2022, mas que foi oficialmente banido nas regras de 2026.
Segundo veículos especializados como Motorsport.com e The Race, a Ferrari encontrou uma interpretação inteligente das regras, aproveitando permissões relacionadas aos suportes da asa traseira — mantendo a solução dentro da legalidade.
Qual a vantagem dessa solução?
A integração entre:
- Fluxo de ar do difusor
- Gases do escapamento
- Estrutura da asa traseira
Pode gerar ganhos aerodinâmicos importantes, especialmente em um regulamento que prevê carros com menos arrasto e comportamento mais instável.
Outro ponto estratégico: se alguma equipe quiser copiar o conceito, precisará redesenhar toda a estrutura traseira do carro — um processo complexo e demorado.
Outras inovações nos testes do Bahrein
A criatividade não ficou restrita à Ferrari.
- A Audi F1 Team, equipe que contará com o brasileiro Gabriel Bortoleto, apresentou mudanças no sidepod, adotando um modelo vertical após testar conceito horizontal em Barcelona.
- Já a Alpine F1 Team surpreendeu com uma asa traseira de três elementos, sendo que duas aletas se movimentam para baixo — diferente do padrão adotado pelas demais equipes.
Ferrari larga na frente em 2026?
Ainda não há confirmação de vantagem concreta, mas a escuderia italiana demonstra ousadia técnica e boa confiabilidade nos testes iniciais.
Se o conceito funcionar como esperado, a Ferrari pode começar a nova era da Fórmula 1 com vantagem estratégica — forçando concorrentes a reagirem rapidamente.
A temporada 2026 promete ser uma das mais técnicas e disputadas da história recente da categoria.
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